Paralelo.app integra missão nacional no SXSW London 2026 e reforça protagonismo de musictechs brasileiras

Presença da startup reflete o movimento de internacionalização de iniciativas brasileiras ligadas à tecnologia, cultura e música, em um momento de forte expansão do mercado musical do país.

A startup brasileira Paralelo.app, especializada em inteligência cultural e descoberta de experiências no mercado de entretenimento, esteve entre as dez empresas de economia criativa de São Paulo selecionadas pelo CreativeSP para compor a missão brasileira no SXSW London 2026, um dos mais importantes festivais internacionais dedicados à inovação, criatividade e cultura. O evento aconteceu entre os dias 1º e 6 de junho, em Londres, reunindo empreendedores, investidores, artistas e lideranças de diversos setores da economia criativa global. 

A participação da Paralelo.app reforça o movimento de internacionalização de iniciativas brasileiras ligadas à tecnologia, cultura e música, em um momento de forte expansão do mercado musical no país. Nathália Santos, fundadora da startup e diretora de comunicação da MusicTech Brasil (MTB), primeira associação nacional voltada ao ecossistema de tecnologia aplicada à música, participou de uma intensa agenda de encontros e articulações estratégicas com agentes da indústria musical internacional.

Segundo Nathália, a presença no festival foi uma oportunidade para ampliar conexões e apresentar o potencial do mercado brasileiro ao cenário global. “Estar no SXSW London nos permitiu dialogar diretamente com lideranças que estão moldando o futuro da música, da tecnologia e da economia criativa. O Brasil vive um momento muito relevante para o setor, e nossa missão foi mostrar que existe um ecossistema inovador em desenvolvimento, capaz de gerar negócios, atrair investimentos e criar soluções para desafios globais da indústria musical”, afirmou.

Durante os seis dias de programação, a executiva participou de reuniões com representantes de empresas, associações de musictech britânicas e brasileiras e encontros voltados para mulheres no mercado da música, buscando fortalecer parcerias e impulsionar iniciativas voltadas ao desenvolvimento do segmento musictech no Brasil. 

Um dos destaques da programação acompanhada pela delegação brasileira foi a palestra do economista e pesquisador Will Page, referência mundial em economia da música e ex-chefe de pesquisas do Spotify. Em painel que classificou o Brasil como um dos protagonistas da indústria fonográfica mundial, com relevantes especificidades regionais e mercado interno bastante aquecido, o especialista abordou as transformações provocadas pela tecnologia na indústria musical, os desafios relacionados à monetização de conteúdos e as oportunidades que surgem a partir da análise de dados e da inovação digital.

Para Nathália Santos, discussões como as conduzidas por Page reforçam a importância de aproximar tecnologia, cultura e negócios. “As reflexões apresentadas por Will Page dialogam diretamente com os desafios que observamos no mercado brasileiro. Entender o comportamento das audiências, ampliar a descoberta de artistas e experiências culturais e criar novos modelos de valor são temas centrais para o futuro da música e do entretenimento ao vivo”, destacou.

O avanço do setor musical reforça a relevância desse debate. De acordo com dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o mercado global de música gravada movimentou US$ 31,7 bilhões em 2025, registrando crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. No Brasil, os resultados foram ainda mais expressivos. Números divulgados pela Pro-Música apontam que a receita do setor alcançou R$ 3,958 bilhões, uma expansão de 14,1% na comparação com 2024.

O desempenho histórico colocou o Brasil, pela primeira vez, na oitava posição entre os maiores mercados musicais do mundo. O resultado evidencia a consolidação do país como um dos principais polos da indústria fonográfica global e demonstra a crescente relevância da América Latina no cenário internacional. Além do Brasil, o México também passou a figurar entre os dez maiores mercados do planeta, consolidando uma mudança significativa no mapa da música mundial.

«A participação da Paralelo.app e da MusicTech Brasil no SXSW London 2026 simbolizou o amadurecimento do ecossistema nacional de inovação musical e reforçou a busca por novas oportunidades de colaboração internacional, desenvolvimento tecnológico e expansão de negócios voltados à economia criativa», avalia Nathália Santos. 

“O Brasil já é uma potência musical, mas ainda não transformou toda essa relevância cultural em liderança tecnológica. Existe um espaço gigantesco para construção de infraestrutura, inteligência de dados, IA, novas formas de monetização, experiências para fãs e ferramentas para artistas independentes. Com a MusicTech Brasil, estamos promovendo eventos e hackatons, gerando soluções e aproximando a universidade das startups. Esperamos, com tudo isso, criar as bases para um novo mercado de música e tecnologia no país”, finaliza. 

Paralelo.app – Startup brasileira focada em inteligência cultural e descoberta de experiências no mercado de entretenimento ao vivo. Utilizando dados, comportamento de audiência e inteligência artificial, a plataforma busca transformar a forma como as pessoas descobrem e vivenciam cultura, aproximando público, eventos, artistas, marcas e ecossistemas criativos. Saiba mais: https://www.paralelo.app.br/ 

MusicTech Brasil – Primeira associação brasileira voltada ao ecossistema de tecnologia aplicada à música e às indústrias criativas. A iniciativa atua na articulação entre startups, empresas, pesquisadores, artistas e agentes de mercado para fomentar inovação, negócios, transferência de conhecimento e desenvolvimento do setor musictech no país. Saiba mais: https://www.musictechbrasil.com/ 

CreativeSP – Criado em 2022 pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo (SCEIC) e pela InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o CreativeSP tem como objetivo promover novos negócios, atrair investimentos estrangeiros e impulsionar a geração de emprego e renda na indústria cultural paulista. Saiba mais: https://investsp.org.br/creative-sp/ 

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